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Junta de Freguesia - História da Terra

A HISTÓRIA DA TERRA

 

Vista geral de Lanhelas

Orago - São Martinho  Área - 4,3 Km2

Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário República, III série de 15/06/2000


Habitantes - Cerca de 1082 pessoas (I.N.E. 2001).

Eleitores Inscritos - 947 eleitores em 31-12-2003.

Sectores laborais - Agricultura, construção civil e pesca fluvial.

Tradições festivas - S. Martinho (11 de Novembro), e Festa das Solhas – Senhora da Saúde (1º domingo de Setembro).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos - Casa da Torre, Cruzeiro da Independência, Lage da Fogaça, Capela de S. Gregório e Jardins de S. Gregório.

Artesanato - Pirotecnia e doçaria.

Gastronomia - Solha seca e arroz de lampreia.

Colectividades - Banda Marcial Lanhelense, Lanhelas Futebol Clube e Corema (Associação de Defesa do Património).

     A freguesia de Lanhelas é a freguesia de Caminha mais a norte do concelho.

     A norte, confronta com Gondarém, do concelho de Vila Nova de Cerveira,; a sul, com Seixas; a nascente com Sopo e Vilar de Mouros e a poente com o rio Minho.   

     A igreja de Lanhelas é uma bela peça de arquitectura popular, primando pela proporcionalidade de volumes e pelo requinte e formas graníticas, aliás bem expressas nos outros monumentos religiosos da freguesia. Convém recordar que os canteiros de Lanhelas ganharam fama em todo o país.

     Embora o seu conjunto se obra do séc.XIX, ainda conserva vestígios de arquitectura seiscentistas, como atestam alguns elementos, e o confirma uma data (1698) colocada no dintel de uma porta que estabelece ligação da nave com uma sacristia.

Capela de São Martinho

     A capela de S. Martinho é a mais antiga capela da freguesia, tendo sido em tempos passados, igreja paroquial das freguesias de Lanhelas, Seixas, sopo e Vilar de Mouros. São também pertencentes a freguesia, as capelas de S. Sebastião, a do Senhor da Saúde, a da Senhora da Luz, a da Senhora da Graça e a de Santo António.

Capela do Senhor da Saúde

Casa da Torre

     A Casa da Torre, e os cruzeiros de Isqueiro e da Independência, são também patrimónios da freguesia de Lanhelas.

     Não obstante a ausência de serviços públicos, todos os demais serviços e comércios estão assegurados no espaço autárquico, designadamente os serviços relacionados com a construção civil, já que boa parte da população é especializada nos mais diversos ofícios. Neste sentido, os autarcas consideram que o comércio local garante as necessidades básicas e que os artigos e produtos em falta, disponíveis na sede do concelho, são facilmente adquiridos, uma vez que a maioria da população tem automóvel.

     Ainda a respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:

     «Em meados do século XIII, Lanhelas já estava constituída em paróquia, fazendo parte do julgado de Cerveira.

     Na relação das igrejas que D. Dinis mandou elaborar, em 1320, para apuramento da taxa a pagar, Lanhelas aparece com 45 libras.

     No censual das igrejas de Entre Lima e Minho, mandado elaborar por D. Diogo de Sousa, entre 1514 e 1532, Lanhelas já estava integrada no concelho de Caminha, pagando 24 réis e meio. Cerca de meio século depois, aparece anexa a Seixas.

     Foi vigairaria da apresentação do reitor daquela freguesia.

     Em 1839, Lanhelas pertencia à comarca de Monção, em 1852, à Viana do Castelo e, em 1878, à Caminha.»

  
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